"O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente."
(Mário Quintana)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O autismo é parte do que eu sou (Temple Grandim)



Quanto mais informações se tem sobre o que é o autismo e estar atualizado regularmente é essencial para a área pedagógica, a cada dia novos dados são obtidos.
Esse caso é muito interessante...




Não consigo resistir, embora tenha o link para vídeos de autismo, necessito colocar em destaque alguns que me marcam, intrigam, inquietam...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Muito bacana essa imagem!

Curiosidades...


Autistas são as pessoas que vivem em seu próprio mundo?

O autismo é uma síndrome (conjunto de sintomas), existem várias formas de autismo e por isso existem profissionais que usam o termo "autismos", é encontrado da forma mais leve (Síndrome de Asperger) à mais severa. Meninos são em maior quantidade afetados pelo autismo, mas as meninas são atingidas de maneira mais grave.

Ha algum tempo existia o mito de que a culpa de uma criança ser autista seria das mães - que ao ter uma criança com a síndrome - eram conhecidas por "mães geladeira". Imaginava-se que a falta de carinho e uma relação harmoniosa entre mães e filhos poderia gerar autismo. Hoje com o avanço do conhecimento está claro que não existe relação alguma. Ainda não se sabe a causa (ou causas) específica para causar o autismo, mas diversos fatores são mencionados na literatura. Falaremos sobre eles de forma mais abrangente em uma outra postagem, mas achei importante mencionar o que segue:


Em entrevista à revista ÉPOCA de 27/09/2004 o cientista sueco Christopher Gillberg afirma que o autismo pode, também, se dar por questões pré-natais, por exemplo.
Alguns casos são atribuídos a drogas teratogênicas (como a talidomida) consumidas pela mulher grávida ou ao excesso de bebida alcoólica na gestação. Metais pesados como chumbo, mercúrio e outros materiais também parecem danificar o cérebro e levar ao autismo. Mas fatores genéticos determinam a maioria dos casos. Um dos pais carrega dois genes envolvidos numa maior suscetibilidade ao distúrbio. O outro cônjuge carrega outros três. O autismo pode ser fruto da combinação infeliz desses genes.

05/07/2011, http://noticias.r7.com,  "Uso de antidepressivos na gravidez aumenta risco de criança ter autismo, diz estudo - Perigo aumenta quando a exposição aos remédios acontece até o terceiro mês".

A exposição a certos antidepressivos durante ou até um ano antes da gravidez pode aumentar o risco de a criança ter autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia. 



Não há nada de raro!

De acordo com a Revista Autismo: " O autismo é uma síndrome complexa e muito mais comum do que se pensa. Atualmente, o número mais aceito no mundo é a estatística do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão do governo dos Estados Unidos: uma criança com autismo para cada 110. Estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no país, segundo o psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante citou em audiência pública no Senado Federal no fim de 2010"

E onde eles estão?

Infelizmente, ainda fico sabendo de autistas que ficam em casa, sem acesso à intervenção pedagógica e um trabalho interdisciplinar. É lamentável, mas não há em nosso país, ainda, um tratamento que chegue, principalmente, aos menos favorecidos. O resultado disso são pessoas absolutamente negligenciadas. 

Admiro os pais e mães no autismo. São muitos deles que brigam e lutam pela educação, saúde e tratamentos específicos para os filhos. São esses pais e mães que fundaram muitas ONGs no Brasil em busca de uma vida melhor para os filhos e conheci algumas instituições fundadas por eles que buscaram conhecimento por conta própria e colocaram em prática colaborando com um maior número de autistas e famílias.

PERISSINOTO em Conhecimentos essenciais para atender bem as crianças com autismo  relata que "...o indivíduo com autismo muda seu comportamento e as atipias respectivas podem se atenuar com a idade e o nível de desenvolvimento, dependendo das intervenções educacionais e terapêuticas que receba".

 É importante mencionar que o autismo é encontrado em todo o mundo, independe de classe racial, étnica e social, não existem evidências psicológicas na vida de um autista que possa ter causado a síndrome.



Convido você a dar uma olhada! Vale a pena!

Minha monografia

É um grande prazer dividir esse trabalho com vocês. Espero que gostem.
Comentem!
Obrigada!


Imagina só...

Reflita sobre a cena:

Papai e mamãe tiveram um lindo bebê...
Foi um sonho realizado. É uma criança linda! Parece um anjo... Tão quietinha, quase nem chora... Não gosta muito de se aninhar no colo nem de papai, nem de mamãe, nem de ninguém, não dá nenhum trabalho praticamente, quando chega uma visita nem se percebe ter uma criança em casa...

Você pode variar a cena para a criança que chora demais, que se irrita facilmente, pode ser que ela quase não durma... É sempre na base dos extremos!!!
O tempo passa... A criança não gosta muito de interagir com outras crianças e brinca de uma forma "diferente" com os seus brinquedinhos. Papai e mamãe já levaram no pediatra e o médico falou que ele não tem nada, está tudo bem...

Tudo bem nada!!!

É uma realidade lamentável... Médicos pediatras, em geral, não conhecem o autismo - o que seria algo formidável, pois esse especialista passa uma fase importantíssima bem perto da criança. Esse momento seria incrivelmente aproveitado se fosse feito o diagnóstico precoce.
Preste atenção no comportamento do seu filho desde bebê, preciso chamar a atenção dos educadores para que fiquem atentos às fases do desenvolvimento da criança. Uma observação bem empregada nesse caso pode mudar uma vida!




PEDAGOGIA E AUTISMO


... E um pouco sobre mim.

A ideia veio da minha monografia realizada para a segunda Faculdade de Pedagogia. Me apaixonei pelo autismo e fiz diversos cursos, dentre eles : Pedagogia - Habilitações: Licenciatura plena em Supervisão Educacional para ensino fundamental e médio, bem como educadora das primeiras séries do ensino fundamental.

Me tornei uma pesquisadora da síndrome do autismo e problemas de aprendizagem. Fui para São Paulo e realizei alguns cursos na AMA: Aplicação do método TEACCH – Treatment and Education of Autistic and related, Communication handicapped Children - Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlatos da comunicação, Aplicação do “Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS)”, dentre vários outros cursos voltados para a área pedagógica e intervenções educativas na área do autismo.

A necessidade de me manter ativa na área e poder ajudar, de alguma forma, qualquer pessoa que necessite, nesse sentido, me fez construir esse blog. 
Espero que essa seja a primeira de muitas outras postagens!